quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Caju
Poeta, ícone, ídolo, louco, filósofo, astro. Essas são as primeiras palavras que vem a mente quando pensamos em Cazuza. Pra mim, é a língua presa mais charmosa do universo. Sou suspeita e nova nessa viagem. No dia 28/01/2013 eu vi o filme: "Cazuza: O tempo não para", é claro que eu o conhecia, sabia de seu grande sucesso, de suas grandes composições mas quase nada sobre sua filosofia de vida. Não porque eu sou uma pessoa sem bom gosto musical, ignorante do rock nacional e afins.. Eu realmente não cresci escutando rock nacional e ninguém nunca me incentivou a ouvir. Eu também não tinha interesse, até me apaixonar por Agenor. Ao ver o filme, eu me surpreendi de verdade. Eu não sabia se eu estava apaixonada por ele, ou se fiquei arrependida por não ter conhecimento sobre quem ele era de verdade desde o dia em que eu nasci. No dia seguinte, ele não saiu da minha cabeça. Escutei música atrás de música, li textos atrás de textos, vi vídeos atrás de vídeos. Descobri um pouco mais de sua história e fiquei realmente vidrada em cada música que ele se coloca, em cada sentimento que ele transforma em poema. Eu me sinto 80% otária e 70% ignorante por não ter me apaixonado antes. Na pesquisa sobre a vida do astro, eu li vários textos de "fanáticos pelo rock nacional" que ao defenderem as músicas da época, ridicularizam as músicas de hoje. Que as músicas de antigamente tinham mais conteúdo, todo mundo já sabe, mas é injusto ridicularizar qualquer forma de fazer som. Mas não é disso que eu quero falar. Eu to tão admirada que eu já assisti o filme mais de 4 vezes e quando vejo videos dele cantando eu tenho inveja de seu suor. O cara é autodidata, ser parceiro dele em qualquer circunstância devia ser uma honra. No meu ver, ele levava a vida que ele queria, uma vida louca uma vida breve! Ele cantava a sua própria desgraça. E, com o perdão da expressão, tocava pra regaçar! A palavra certa que, no meu ver, o define é rei. Rei por expor, rei por pensar, rei por viver, rei por ter coragem e rei por ter sensibilidade. Tão sensível que grita pra quem quiser ouvir que seu prazer é risco de vida. Tão inquieto, tão anti-monotonia. Taxado de rico, filhinho de papai, vida boa e vida feita. Cazuza não tinha nenhum respingo de preconceito, era vítima dele. Não que seu comportamento fosse adequado, mas não existe comportamento certo para grandes personalidades. Na boa, não tem como não se apaixonar. Eu me sinto 90% mais feliz por ter descoberto um novo ídolo. Mais que isso, uma nova filosofia de vida. Mais uma dose? é claro que eu to afim! SOU CAZUZA
Paula G.
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